sábado, 7 de setembro de 2013
Um outro sonho!
Um sonho...um dia (talvez) terei um cantinho assim em casa.
Falta ali uns confortáveis sofás onde possa deitar-me e entregar-me ao prazer das palavras, um tapete gigante no chão e um pequeno grande pormenor: uma lareira!
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Somos nós!
Somos nós, com os
nossos passos, que vamos fazendo o nosso próprio caminho. Há quem corra
demasiado depressa e perca a alma no trajecto, há quem mude de ideias e
arrisque um atalho, há quem não saiba escolher a melhor direcção quando chega a
uma encruzilhada, há quem deixe pedras pelo caminho para não se perder, se
precisar de voltar para trás.
Não sei que espécie de caminhante sou, para onde vou, não sei. Nem sei para
onde vais. Nem tu sabes. Pode ser que um dia acordes com uma luz nova, uma
força desconhecida que te vai trazer até mim… Sei que há uma força estranha que
me faz correr para ti, embora nunca, em nenhuma circunstancia, corra atrás de
ti, porque não posso, não me é permitido interferir no teu destino e mudar o
curso da tua vida. Isso, terás que ser tu a fazê-lo, por ti e para ti, se assim
o entenderes. Será que sentes a mesma força?
Margarida Rebelo Pinto
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Quero o tudo!
Não quero apenas os sonhos que habitam as noites, nem as
palavras doces e cheias de encanto que me dizes, muito menos quero apenas o som
do lamento quando dizes que sentes a minha falta, que estou sempre no teu
pensamento. Preciso de mais do que as palavras, quero mais, muito mais...
Quero-te nos meus sonhos sim, mas quero-te inteiro, de
corpo, alma e coração com tudo o que é teu e com tudo o que poderia ser nosso.
Quero não apenas esse sonho, mas quero sim o sonho sonhado a dois, olhos nos
olhos, pele contra pele. Quero o bau dos medos aberto e partilhado e os
segredos compartilhados, quero as lagrimas que caem do meu rosto secas pelos
beijos teus e que tenha sempre os teus braços para me proteger das insanidades
deste mundo e para que fazes de mim também o teu abrigo.
Quero mais do que palavras, quero mais do que castelos no
ar...Quero o tudo , não quero apenas o nada!
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Quando o amor acaba
Os poetas proclamam nos seus versos que o amor é eterno. Dizem
os romances nas últimas letras da última página “ e viveram felizes para
sempre”. Vemos nos filmes o beijo apaixonado antes do prelúdio da palavra fim,
deixando no ar a certeza que o sentimento do amor por nada será vencido, que
nunca acaba...
Mas acaba...o amor acaba e torna-se infértil dentro de
nós, deixando secar as suas raízes, deixando em nós a aridez do deserto.
Sim o amor acaba. Acaba numa esquina qualquer, depois dum
jantar comido entre meia dúzia de palavras ditas quase por obrigação ou no
sabor do café que se toma já em silêncio. O amor acaba quando as mãos já não se
procuram no passeio de Domingo ou no encostar da cabeça no ombro no escuro do
cinema que não acontece.
O amor acaba quando a distância que nos separa é maior
que a Oceânia mesmo quando o outro esta ali, á distância de uma mão. Acaba quando
os corpos já não tremem de desejo, quando as costas se viram na noite que
alberga o cansaço do dia e a solidão passa a ser a única companhia nos minutos
compassados do relógio.
O amor acaba quando tudo o que fazemos nos ocupa mais
tempo e nos dá mais prazer que a companhia do outro, quando evitamos o deitar
juntos e consequentemente o toque na pele e a intimidade que há muito deixou de existir e
o beijo com sabor a paixão já se esqueceu .
O amor acaba quando passamos a admirar o desconhecido que
se senta na mesa ao lado da nossa no café ou a colega de trabalho que sempre
nos sorri com um bom dia, mesmo que saibamos que é por pura educação.
Sim, o amor acaba quando os sonhos já não são
compartilhados e os planos deixaram de ser repartidos. Acaba quando olhamos
para o outro e não sentimos a cumplicidade no olhar, nem a segurança do
sentimento que devia pulsar no olhar, na vontade de ser e fazer o outro feliz!
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Paixão!
Ao ouvir a palavra paixão muitas são as reações, muitos são os pensamentos que assolam a nossa massa cinzenta. Para uns o sorriso terno acompanhado de um olhar, que lhes lembra a grande paixão da vida cheia de encanto e loucura, para outros memórias menos boas, repletas de dor, lágrimas e mágoa. Para outros ainda o mistério do sentir pois até hoje essa feliz agonia não passa de uma utopia nunca sentida ou vivida.
Paixão! Esse sentir que nos faz perder o juizo, o senso, toda a razão e o chão. Que nos faz querer e desejar, mais e mais, que nos faz viver na corda bamba, sempre à flor de pele. Sentir o coração acelerado, os pensamentos soltos e com vida sempre em direção à pessoa amada. A pele que queima, o toque que nos eleva, o beijo que nos faz flutuar.
Paixão! Que um dia grita e vive intensamente dentro de nós e que no outro nos abandona deixando-nos sosinhos no meio de uma multidão, perdidos na mais completa escuridão. O olhar perde o brilho, o corpo perde o desejo, o sol esconde o seu brilho na opacidade das nuvens, e caimos sem paraquedas da nossa bola gigante multicolor feita de sabão na qual viviamos.
Passamos a caminhar novamente nas pedras da calçada, percorrendo os dias todos iguais numa rotina cinzenta e sufocante. Fechamos dentro de nós os sonhos os desejos, o pulsar no peito que anseia desesperadamente por sentir de novo a paixão.
E é de noite, quando a lua se enche de brilho, que nos escondemos entre a penumbra das paredes do quarto e sentimos a falta de alguem que nos admire, de alguem que possamos adorar, de alguem que nos faça delirar com o sabor dos seus lábios, o calor da sua pele, o toque de suas mãos em nosso corpo. Que nos faça sentir o bater no coração entre as pernas e que por fim, exaustos de prazer, nos aconchegue nos braços e nos faça sentir que somos um, unidos de corpo, alma e coração.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Vazio
Há já algum tempo que
acordo com a sensação de vazio, de medo, de solidão...há já tanto tempo que já
nem me lembro de acordar sem ter logo de imediato vontade de fechar de novo os
olhos e regressar para o mundo dos sonhos.
E esta estranha
sensação segue-me feito sombra, apertando-me o coração que bate em meu peito e
que me faz sentir que o sangue ainda corre nas minhas veias, mesmo que muito
lentamente.
Cada vez mais sinto
falta da cumplicidade que não consigo encontrar, essa mesma cumplicidade que se
tem com alguém que nos conhece melhor que nós mesmos. Onde não são necessários
os sons das palavras para o outro saber o que a nossa alma sente, onde não é
preciso verbalizar para se ter a vontade satisfeita, onde basta a tristeza no
olhar para o outro saber o tamanho da amargura, da desilusão, da necessidade da
palavra certa, no momento exato. Onde o abraço é a fortaleça que nos protege da
tirania existente neste mundo vil.
E cada vez mais
fecho-me em mim e deixo que as pedras crescam ao meu redor numa muralha maior e
mais forte que a muralha da china, deixo que este vazio engula tudo o que
sinto, todos os sonhos e desejos até que nada mais reste a não ser um corpo
moribundo, deabulando sem destino, sem qualquer réstia de sentimentos!
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Há dias assim!...
Há dias, há momentos que no meio das dúvidas e da confusão que chegamos à nossa conclusão, que só nós sabemos o que queremos, que temos que ser nós e mais ninguém a nos darmos a oportunidade de sermos felizes e de deixarmos o outro ser feliz.
Não basta apenas dizer “amo-te” quando esse som soa algo vazio, sem significado. É preciso acreditar no amor, sentir o amor, o desejo de partilhar uma vida. É preciso olhar o horizonte e perceber que ele existe. Ali bem á nossa frente naquele mesmo instante em que o céu se funde com o mar, no momento único do pôr do sol. Há dias como hoje que nos sentimos incompletos, que precisamos da nossa alma-gémea, que ansiamos pela felicidade de ter alguém ao nosso lado que nos faça sentir felizes. São dias em que não basta espelharmo-nos um no outro, mas sim sentirmo-nos um no outro, que o sorriso ou um abafo é apenas um complemento de tudo o que desejamos.
Há momentos que precisamos que alguém nos faça acreditar na vida, no amor, na felicidade vivida a dois. Que partilhe connosco o pôr do sol e que nos diga em segredo “ és tudo para mim” e nos faça crer que é indiferente sonhar acordada ou a dormir, porque o nosso caminho é traçado pelos sonhos. Sonhos vividos a dois. Sei que nunca irás entender estas palavras, sei que nunca irás perceber o que sinto, o que desejo, o que anseio. Sei também que pensas que não amo, que não desejo, que não quero...talvez seja melhor que assim penses. Mais facilmente estarás em outros braços, mais facilmente falarás de mim como alguém que nunca deverias ter conhecido. Não me importo que assim seja. Desejo-te que sejas feliz. Apenas isso.
Sabes o desamor é treino. Não existe desamor. Existe ensaio, simulação da indiferença, controle absurdo do cumprimento. Não que não sinta nada por ti, sinto absolutamente tudo mas não consigo comunicar. A mágoa e a dor que me causaste sufocam a voz, calam a fala.
Nunca irás perceber a imensidão da minha tristeza.Nem tão pouco perceberás o porque desta “carta”. É apenas uma forma de tentar colocar para longe este momento. Um momento que deveria ser de alívio mas que se revela de angústia. Aposto que estás pouco te importante com tudo isto. Seguirás a tua vida tranquilamente, como se nada tivesse ocorrido. No fundo irás achar graça a estas palavras. Pensarás que são patéticas e rídiculas. Pouco importa....há momentos que já nada importa. É apenas mais um texto guardado junto dos demais.
Também não desejo a tua resposta. São apenas palavras que devem ficar mudas e esquecidas. Poderias ter tido o mundo. Poderias ter sentido todo o meu amor. Acabamos ambos por não ter nada. Amei-te mais do que alguma vez irás sentir ou do que alguma vez pensaste. Fechei-me apenas para não me magoar...ironia do destino, caí na mesma. Agora já pouco importa. Não mais falarei contigo como alguém que já fez parte da minha vida. Amanhá seremos apenas dois “des”conhecidos...talvez um dia te lembres destas minhas palavras ou talvez não.Talvez um dia um dia encontres a perfeição que desejas. Não sei. Mas hoje aqui te digo o que nunca conseguiste perceber nem ver e eu nunca soube como te mostrar: Amo-te!
E ela guardou a caneta e fechou o caderno de capa preta como que trancando mais um capítulo na história da sua vida...
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