domingo, 15 de janeiro de 2012

Razão de Existir!



«O vento soprava através do teu cabelo e os teus olhos retinham a luz pálida do sol que se desvanecia. Fico espantado quando te vejo encostada ao parapeito. Tu és bela, penso, enquanto te vejo, numa visão que não consigo encontrar em mais ninguém. Começo a andar lentamente na tua direcção e quando, finalmente te voltas para mim, reparo que outros têm estado a observar-te também. «Conhece-la?» perguntam-me em sussurros invejosos, e quanto sorris para mim, respondo simplesmente com a verdade. «- Melhor do que o meu próprio coração.»

Paro quando chego perto de ti, e envolvo-te nos meus braços. Anseio por esse momento mais do que qualquer outro. É a razão da minha vida, e quando retribuis o meu abraço, eu entrego-me a esse momento, em paz, mais uma vez.

Levanto a mão e toco suavemente na tua face e tu inclinas a cabeça para trás e fechas os olhos. As minhas mãos são ásperas e a tua pele é macia. É nestas alturas que sei qual é o meu objectivo nesta vida. Estou aqui para te amar, para te segurar nos meus braços, para te proteger. Estou aqui para aprender contigo e para receber o teu amor em troca. Estou aqui porque não existe outro sítio onde queira estar.»



Nicholas Sparks, As palavras que nunca te Direi





sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

De alma para alma...



Existem reflexões que devem ser feitas, momentos só nossos em que olhamos lá bem no fundo da nossa alma, do nosso coração. Momentos em que questionamos o que nos cerca, tudo o que vimos e vivemos. É nesses momentos que nos perguntamos quantas oportunidades perdemos, quantos sonhos esquecemos, quantas palavras calamos, quantos gestos negamos, quantas situações e conceitos achamos errados, mas fingimos acreditar. 

Muitas vezes as escolhas dos caminhos que percorremos são feitas não por nós, não com a ética do coração, mas com o egoísmo que a sociedade e seus valores nos ditam. Entre o que esperam de nós e entre o que nós mesmos desejamos a única semelhança é a inconsistência. Todos ansiamos pela felicidade, pelo bem estar. Todos desejamos ser amados, mas dirigimos os nossos passos para lugares opostos. E é desta forma que hoje vivenciamos o amor.  Não permitimos a motivação do coração pois temos medo desse sentir que não é garantido, da incerteza do que não podemos controlar ou prever. Preferimos a zona de conforto do que arriscar andar na linha frágil do desejo e dos sentimentos.

Amar é viver num lugar deslumbrante, onde voltamos a ser crianças, onde não há lugar para crenças, preconceitos ou dogmas. Onde entramos sem medo e sem controle. Um lugar repleto de magia e encantamento. Onde o sublime e a beleza ganham forma no rosto e no corpo da pessoa amada, porque o amor quando o sentimos é luz, é a brisa leve do mar, que corre continentes, que parte de um e do outro retorna. De alma para alma, de coração, para coração!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Saudades do Amor!


No silêncio da noite os pensamentos voam até nós e trazem com eles lembranças guardadas, sentimentos adormecidos, sonhos perdidos, desejos esquecidos. E é nesse mesmo silêncio que ouço de novo o teu riso. O preto e branco das memórias à muito guardadas ganham de novo cor. Talvez seja este sentir vazio, esta vontade de reviver emoções adormecidas que me fez lembrar de ti.

Sinto saudades. Não saudades de ti, mas saudades do teu sentir, do amor que iluminava o teu ser quando junto a mim estavas, quando ouvia a tua voz a romper o mesmo silêncio que hoje é o meu companheiro.
Abraço-me e deixo-me levar por esses momentos que me faziam sentir viva, flutuando de alegria, vivendo um sonho real.

Recordo as palavras doces que sussuravas ao meu ouvido. Sorriu ao lembrar-me quando me dizias  “Tenho saudades tuas minha princesa”. E o teu olhar quando me vias... quando junto a ti chegava era como se um sol resplandecente estivesse dentro dos teus olhos.  Posso ainda sentir o gosto do teu beijo ansioso, do desejo que crescia quando me tocavas. Podia envolver-me no quente da tua pele que queimava nas minhas mãos. Podia sentir em cada poro da tua pele o desejo pela minha. Nos teus braços o mundo parava e eu sentia-me amada.

Sinto falta desse amor, do que me fazias sentir. Sim, sinto falta desses momentos. De ouvir de novo o som de uma voz embargada de emoção, quando deitada no teu colo me dizias que eu era o teu chão, o teu céu e os teus sonhos. E abraçavas-me como se me fosses perder naquele mesmo instante.

E as lembranças, uma a uma regressam a mim, apertando o meu coração como correntes de aço. Quase que ouço o telefone a tocar de madrugada e do outro lado a tua voz rouca “ Sinto tanto a tua falta, meu amor. “. E as horas passavam entre risos e choros, entre desejos e palavras, e o sol nascia lá fora. Mesmo longe de ti, sentia-te ali junto ao meu corpo, amando-me como se não existisse amanhã. 


Sinto saudades sim, sinto saudades mas nãode ti...sinto saudades do amor!

domingo, 8 de janeiro de 2012

Minha Vida



Dou um ano da minha vida para olhar mais uma vez nos teus olhos;
Dou dez anos da minha vida para beijar a tua boca;
Dou vinte anos da minha vida para ter o teu corpo no meu;
E se ainda tiver mais um tempo de vida ele será todo teu.
Um só tempo eu escolhi-te, escolhi para um amor sem fim.
Escolhi ser o Homem para ti e tu a Mulher para mim.
Hoje ao teu lado estou sentado e não quero mais nada além de te ver assim.
Se um dia a juventude for embora e a aurora do dia passar, terei essa imagem eterna para mim.
E se tu um dia não me quiseres, atravessarei o além da vida para poder encontrar-te.
Incondicionalmente nada mais é, do que amar-te.


Autor Desconhecido


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O lado negro!




Em outros tempos que a memória guardou, em imagens desfocadas com laivos de imensa clareza, a vida, era para mim, um lugar de verdade, de certezas, de sorrisos e de sentimentos verdadeiros e puros como a água cristalina que brota da fonte, ainda não conspurcada pela maldade, pela mentira e pela hipocrisia. 

Esses tempos guardo-os como quem guarda um tesouro. Hoje os sonhos cor-de-rosa são mera miragem. Tenho em mim a escuridão de um mundo sujo, cruel, impregnado de maldade e egoísmo. Vesti a armadura de ferro, coloquei a mascara e assim me misturo no meio da multidão. 

Respiro a hipocrisia e a mentira que paira ao meu redor. Rostos de candura que exalam ternura, verdade, sentimentos. Mas lá no fundo existe apenas um eu impostor. A meiguice com que a astúcia disfarça a malvadez. 

Esconde-se no rosto o crime latente, coloca-se açúcar no veneno, apaga-se o rasto dos caminhos obscuros percorridos. A premeditação indefinida de uma acção ruim. Esconde-se a qualquer custo os pensamentos mais negros e assim se vive enganando continuamente, não sendo jamais quem é, criando ilusão. 

Já deixei de me perguntar porquê, de tentar entender, de querer mudar a essência. Sinto a revolta que por vezes não contenho e dispara em relâmpagos por entre os lábios. 

Vil hipocrisia que corrói, que engana e decepciona, entre palavras doces e amargas, entre actos e gestos que se escondem, entre o que fingimos querer e o que desejamos na verdade. 

E assim se adopta a hipocrisia ou qualquer outra mentira como “meio de vida” e assim se aumenta a confusão do ego, perdendo a fé em nós mesmos, perdendo a fé alheia, aumentando as sombras do mundo... 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A ti...meu futuro amor!


Escrevo-te a ti, que andas por aí à minha procura, numa solidão povoada, vazia e acomodada à espera que a vida te ponha no meu caminho. Não sei como te chamas nem por que inicial começa o teu nome, mas sei que existes, que me esperas e desejas e que um dia farás parte da minha vida...